- Os Rioavistas precisam desesperadamente de boas notícias. E, neste momento, só as encontram no comportamento que a equipa de futsal tem vindo a realizar. É uma equipa que acaba de subir de divisão, mas que tem surpreendido, como aconteceu há dois jogos, quando foi ganhar a casa do segundo e até então invicto. Em 9 jogos, soma 4 vitórias e 4 derrotas e ocupa um lugar na parte de cima da tabela, o que pode dar origem a um feito inesperado, ser apurado para os playoffs de acesso à fase de campeão. Curiosamente, ou não, a equipa tem tido muito apoio nos jogos em casa, proporcionalmente até mais do que no futebol.
- Na última Assembleia Geral, a presidente anunciou alguns detalhes sobre as obras a decorrer e sobre outras a serem iniciadas, no topo norte do Estádio, em terrenos cedidos pela autarquia. As obras culminarão – garante Alexandrina Cruz – com a construção da nova bancada, pronta em 2028. Aparentemente são boas notícias, porque tudo o que possa valorizar o património do clube é positivo, ainda por cima sendo a SAD a pagar. Mas houve algo que muitos sócios (não aqueles que lá vão apenas votar sim a tudo o que é proposto pela Direção e que, em certos casos, mais parece que estão num café a mandar bocas…): o tal ‘masterplan’, como tem vindo a ser designado, foi apresentado com poucos detalhes, sem datas nem custos. Nem uma previsão? Todos sabemos que devemos desconfiar quando um promotor imobiliário não se compromete com datas ou custos. Neste caso, não vamos comprar nada, mas todos gostaríamos de saber mais detalhes, um calendário, etc.
- Nos últimos dias dei-me ao trabalho de coligir todos os jogadores contratados desde que Marinakis começou a pagar as contas. 48, só para a equipa principal. Mais de quatro equipas. O dinheiro é dele, mas não tenho problemas em dizer que há muito dinheiro desperdiçado. Analisando os 48 com mais detalhe, só encontrei 7 realmente bons (André Luiz, Brabec, Clayton – o melhor de todos -, Ntoi, Miszta, Tiknaz e Vrousai). Muito pouco, penso. Muitos jogadores para poucos resultados. A explicação pode estar no perfil de jogadores que têm vindo a ser contratados: elementos que atingiram o topo e que agora estão em fase descendente, muitos deles sem conseguirem recuperar psicologicamente da despromoção, e jovens que estão muito longe de terem condições para jogar numa primeira equipa do campeonato português. Há exceções? Encontrei 7…
- Nas páginas que se dedicam a acompanhar a vida do Rio Ave (clube e SAD) somam-se os artigos que dão conta daquilo que parece ser uma tendência da Sociedade: não pagar e deixar ir para tribunal. O antigo diretor financeiro, a ex-treinadora da equipa feminina ou até o ex-jogador José Manuel são alguns dos exemplos. Além disso, são inúmeros os fornecedores que entraram com ações na justiça para recuperar aquilo a que entendem terem direito. Um ou outro caso é perfeitamente normal, até porque o Rio Ave pode ter um entendimento diferente sobre o cumprimento de um contrato, por exemplo. Mas tantos casos? Há mais de 20 milhões para gastar no futebol profissional, mas não para pagar 5 ou 10 mil euros? Marinakis, lá no Pireu, deve estar a borrifar-se para a imagem que tudo isto cria, mas a presidente do Rio Ave FC deveria falar com a presidente da SAD para acabar com esta situação lamentável.
Este artigo está na última edição em papel do seu jornal Terras do Ave e que já encontra à venda nas bancas. Outros autores de opinião no mesmo número : Joaquim Cardoso, Abel Maia, Gualter Sarmento, Pedro Pereira da Silva e Carlos Real.
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A edição tem diversos assuntos que merecem ser acompanhados (veja aqui).

