A ficção tem o poder de nos transportar para realidades próximas, mesmo que pareçam distantes. A série portuguesa Rabo de Peixe, inspirada em factos reais, é um exemplo disso, abordando temas como o impacto da droga nas comunidades e o papel da pobreza nas escolhas/ destinos. A droga é um dos maiores flagelos da sociedade, destruindo vidas, desestruturando famílias e fragilizando comunidades. O tráfico, muitas vezes associado à pobreza e à exclusão, perpetua um ciclo vicioso de marginalização e desigualdade.

A série retrata, de forma crua e realista, como a chegada da droga pode transformar uma comunidade, refletindo desafios enfrentados por muitas localidades em Portugal e no mundo. A falta de emprego, a desigualdade social e a ausência de perspetivas de futuro são terreno fértil para o crescimento de atividades ilícitas, que prometem soluções rápidas, mas que, na verdade, trazem consequências devastadoras.

Rabo de Peixe é mais do que entretenimento: é um espelho que nos obriga a refletir sobre problemas reais. A luta contra a droga exige mais do que repressão policial; requer políticas públicas eficazes, apoio social e empatia. Enquanto houver desigualdade e falta de oportunidades, a ilegalidade será vista como uma saída. Cabe-nos, como sociedade, quebrar este ciclo e construir um futuro mais justo e inclusivo.”

Este artigo está na última edição em papel do seu jornal Terras do Ave (veja aqui)

Outros autores de opinião na edição: Miguel Torres, João Paulo Meneses, Adelina Piloto, Romeu Cunha Reis e Marta Corrêa Pacheco. 

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