A Procuradoria Geral Distrital do Porto (PGDP) revela que foi deduzida acusação contra três arguidos com “cargos de direção” numa “pessoa coletiva de utilidade pública destinada a promover atividades ao ar livre em Vila do Conde”, que se terão apropriado, por “diferentes formas”, de “dinheiro do clube”.

O Ministério Público estima, no seu despacho de acusação, que o prejuízo para o clube tenha superado os 500 mil euros (contabiliza 510 mil, 927 euros e 44 cêntimos), entre 2016 e 2020, e acusa o trio de “um crime de peculato”.

Um desses dirigentes irá responder ainda”, autonomamente, por outro crime de peculato” pela “retirada da quantia de três mil euros, a pretexto de empréstimo pessoal ao clube, que não realizou”.

A PGDP refere que os crimes foram praticados “pela contabilização indevida de despesas de refeições e deslocações, para os próprios e para familiares” (2229 faturas no valor de 227 mil euros, refere o Jornal de Notícias) e pela contração de “empréstimos em dinheiro junto de particulares, sem aprovação da Assembleia Geral” com “apropriação de verbas emprestadas” (291 mil euros, de acordo com o jornal).

E ainda “pela aquisição de “equipamentos informáticos para uso pessoal” (6628 euros) e pela aquisição “também para benefício pessoal, materiais de construção cujo pagamento foi suportado pelo Clube” (12 mil euros).

Segundo o JN, os acusados são três ex-dirigentes do Clube Nacional de Montanhismo (CNM), instituição de utilidade pública, dona do parque de Campismo de Árvore.

Aquela direção demitiu-se em 2020 e pretendeu voltar a candidatar-se mais tarde, mas perdeu as eleições para outros sócios que mandaram efetuar uma auditoria às contas do clube enviaram o resultado da averiguação ao Ministério Público, acrescenta o jornal.

Segundo a sua página na Internet, o CNM foi fundado em novembro de 1943 na cidade do Porto onde tem  a secretaria de um outro seu departamento – o de montanhismo. E constitui-se assistente neste processo.

A informação sobre Justiça é presença habitual na edição em papel do seu jornal Terras do Ave, como a que já está nas bancas (veja aqui).

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