Quando Vítor Costa assumiu a presidência correu para os jornais para acusar Elisa Ferraz de um buraco financeiro de 12 milhões de euros e de alegadas más práticas de gestão orçamental. Assumia-se VC como o salvador que vinha colocar ordem na casa e nas contas.

A auditoria que mandou fazer para entalar a sua antecessora provou que não era verdade e não veio pedir desculpa, como devia.

Elisa Ferraz tinha feito o mesmo a Mário Almeida, alcandorando-se em arauta de contas municipais em contraponto ao seu antecessor, quando beneficiou de fundos que chegaram à Câmara de obras que já estavam pagas na gestão do seu antecessor e que lhe permitiu aliviar as contas e quando beneficiou da reestruturação do PAEL.

Por ironia, o efeito boomerang voltou, apesar de esperado pelas opções de gestão conhecidas – festas, despesas correntes, indemnizações e isenções -, volvidos quatro anos veio o Anuário dos Municípios Portugueses da responsabilidade da Ordem dos Contabilistas Certificados informar-nos que Vila do Conde em 2024 foi o município com menores resultados líquidos e com as contas a verificaram 11 milhões de euros de prejuízos.

Tivemos eleições recentemente e esperamos que este facto e esta informação tornada pública pelo dito anuário possa servir para que o bom senso volte à gestão municipal. Há desafios que importa atender e as consequências da inação afetam diretamente o desenvolvimento da cidade e a qualidade de vida da população. As questões da saúde, onde se assiste a ameaça de redução das valências da oferta pública do Centro Hospitalar PVVC, as questões da mobilidade, que perante o crescimento da zona oeste da cidade vão trazer novos desafios que não parece estarem a ser estudados, as questões do ambiente e de melhoramento e manutenção das infraestruturas, entre outras.

Este artigo está na última edição em papel do seu jornal Terras do Ave e que já encontra à venda nas bancas.

Outros autores de opinião no mesmo número : Joaquim Cardoso, João Paulo Meneses, Gualter Sarmento, Pedro Pereira da Silva e Carlos Real.

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A edição tem diversos assuntos que merecem ser acompanhados (veja aqui).

 

 

 

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