Tem sido passo a passo, mas caminhando sem parar, que a Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC) vai percorrendo o longo caminho burocrático, que antecede a inscrição das Rendas de Bilros locais no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), pré-etapa de um outro sonho: a declaração, pela UNESCO, daquele artesanato local como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Segundo uma informação enviada ao jornal Terras do Ave, a instituição vilacondense dá conta que “acaba de remeter” à entidade responsável o dossier “de Instrução da proposta” para entrada na lista do INPCI.
É praticamente uma derradeira etapa, mas ainda falta a luz verde do Património Cultural, IP – Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação, que vai analisar o documento.
A ADAPVC explica que “o dossier agora entregue resulta de um trabalho de investigação e documentação desenvolvido ao longo de vários meses, com o envolvimento de rendilheiras, instituições, parceiros e comunidade local”.
Ou seja, houve uma dupla conquista: a feitura do documento administrativo propriamente dito e, por outro lado, a obtenção de “informação sobre a origem e evolução das Rendas de Bilros, as técnicas e processos de execução, instrumentos e materiais utilizados, padrões e formas de produção, contextos de prática e os modos de transmissão deste conhecimento”.
“A operação integrou igualmente um conjunto diversificado de ações de participação e recolha, entre as quais o Inquérito de Caracterização Sociodemográfica às rendilheiras, a recolha de fotografias, documentos e testemunhos, sessões de trabalho e workshops, bem como iniciativas dirigidas à transmissão deste saber às gerações mais jovens”, descreve.
“A elaboração deste dossier permitiu registar memórias, conhecimentos e práticas que permanecem vivos, reforçando a consciência coletiva sobre o valor das Rendas de Bilros e a importância da sua continuidade”, sintetiza a associação.
A Operação “Inclusão da Renda de Bilros de Vila do Conde no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI)”, promovida pela ADAPVC é cofinanciada pelo NORTE 2030 (verbas da União Europeia).
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