O nível do discurso político no país vai descendo degrau a degrau, e dirão os mais céticos que num percurso sem retorno.Campeia agora a guerrilha pessoal.  Programas de governo e a sua sustentação ou impugnação com argumentação séria e sapiente, é o que cada vez menos se vê. E, como é próprio dos confrontos fulanizados em que esta situação vai desaguando, a pobreza do debate leva a política a bater no fundo. E isto porque, por obstinação do poder político, a política não se aprende de forma clara e bastante na escola, pública ou privada, como se de coisa maculada se tratasse.

Sobram-nos noticiários infindos pejados de acusações, desmentidos, protestos de seráficos comportamentos com as correlativas demonstrações do seu contrário. E enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

O meio mediático em que este calvário se desenrola, mostra-se absolutamente incapaz de sobrenadar com vigor neste oceano; afigura-se até que nas suas águas tépidas se deleita, enquanto a esperança de um povo numa vida melhor se esfria e afunda.

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