Cresce o sentimento de que Vila do Conde está a perder oportunidades.

Adormeceu.

Não se conhece uma estratégia clara, um caminho para que o concelho possa demonstrar e desenvolver o seu real potencial ao nível económico, urbanístico, turístico e de qualidade de vida das populações.

Não se vê um objetivo anunciado que envolva a população. Um projeto global.

Não há entusiamos.

Há o sentimento de que um homem só, que governa à bolina, sem sonho e ambição, tendo como principal objetivo a sua promoção pessoal, com aposta nas ‘festas’, que elege como seu principal feito, a avaliar pela despesa nessa área.

Um município que se endivida de modo acelerado, e que não mostra ter um objetivo global, conhecido e desejado pela maioria, criteriosamente executado e explicado às populações.

Faz-se o mesmo que há vinte anos, sem perceber os novos tempos e as novas necessidades.

Deixam-se degradar zonas importantes do ponto de vista económico, como se vê na denominada zona industrial da Varziela. Empurra-se a alteração do PDM, embrulhado em confusão há anos.

Não se faz um metro linear de vias cicláveis, não se melhora a mobilidade.

Não se percebe a alteração dos tempos, com serviços municipais mais abertos ao cidadão. Fecham-se as portas. Uma audiência com os responsáveis políticos é coisa difícil, demorada e custosa.

Os projetos urbanísticos, nem todos, como nunca, entraram em letargia. O presidente assumiu o pelouro de gestão urbanística, e claro que não tem tempo, mas isso não o incomoda.

Assim, não vamos lá.

Daí as saudades de Mário Almeida, que não sendo ouvido pelo atual poder, continua a dar a sua opinião com visão, sonho e perseverança. Saudades do sonho que transformou Vila do Conde.

Sou positivo, melhores tempos virão.

A opinião, como este artigo, encontra na edição em papel do jornal Terras do Ave, que já está nas bancas (veja aqui).

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