Vivemos num mundo submerso pela prolixidade de informação, desinformação e contrainformação, também denominada de infoxicação ou infodemia. Somos invadidos constantemente através da internet, redes sociais e notícias ao segundo (muitas vezes contra a nossa vontade), e o cérebro não consegue transformar esse excesso de volume em verdadeiro conhecimento, informação e formação,  e isto vai gerar confusão mental, indecisão, ansiedade e stress.

A informação transmitida muitas vezes é  inexata, fictícia, fraudulenta e deturpada intencionalmente por grupos com interesses escusos, que usam esta estratégia como forma de poder, para dominar, controlar e manipular as ações, emoções e opiniões em todos os âmbitos da nossa vida, desde a função de consumidores até aos direitos políticos e de cidadania. E face a este estado crítico, temos de ser exigentes com a autenticidade, credibilidade, coerência, confiança e concordância com outros testemunhos do passado e/ou contemporâneos.

No que diz respeito à história de Vila do Conde, há inúmeros casos veiculados nos boletins e pseudo-livros, incluindo de  história, editados pela Câmara Municipal. Também a imprensa local ao serviço do poder os comete com regularidade. A história real usa documentos comprovados e métodos sérios de investigação, a pseudo-história escolhe apenas o que lhe convém, inventa factos e omite outros, que provam o contrário da teoria que querem credibilizar. Claro que copiar “história” é muito mais fácil do que investigar, esta requer muito tempo, paciência e vocação. A história para ser credível faz-se com documentos, o testemunho é fundamental para se poder discernir a verdade da falsidade, o verdadeiro do apócrifo.

E o mais grave na atualidade, é o poder instituído divulgar apenas o que o beneficia, escamoteando os restantes dados, para dar a entender que é detentor da verdade absoluta. Tiques de ditadores, que se dizem democráticos, mas que gostam de impor a lei da rolha e abusam das redes sociais para se auto vangloriar.

Os artigos de opinião integram as edições em papel do jornal Terras do Ave, como a que já está nas bancas (veja aqui). 

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– Kappa Café, Areia, Árvore

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