- Felizmente já não vivemos numa época em que nos contentávamos com vitórias morais. O Rio Ave saiu derrotado de Barcelos, na primeira jornada do campeonato, e perdeu três pontos. Ainda assim, acredito que não haja Rioavista que não tenha ficado satisfeito com o comportamento da equipa (basta ver o apoio que o plantel recebeu, antes, durante e sobretudo depois do jogo). Há coisas negativas (o treinador falou na necessidade de ter mais calma no último passe, a que se junta algum nervosismo no momento de fazer golo), mas há sobretudo coisas positivas: 11 contra 11, o Rio Ave foi sempre melhor do que o adversário; mesmo com menos um conseguiu, em certos momentos, equilibrar e, a perder, acaba o jogo na área adversária.
- Nem me vou por a dizer que o empate teria sido mais justo, porque – para mim – o mais importante é a atitude que a equipa de demonstrou. Houve jogadores a correr durante 90 minutos e, em termos globais, a equipa só afrouxou entre as últimas substituições e o golo gilista. A jogar assim, o Rio Ave vai ganhar mais vezes e parece dar sinais de que fará um campeonato diferente dos anteriores.
- Algumas notas individuais: para Petrasso, o melhor em campo; para Ntoi, imprevidente na entrada por trás, que deu lugar à expulsão (embora já tenha visto lances semelhantes que se ficaram pelo amarelo), para o árbitro Gustavo Correia (na dúvida sempre contra o Rio Ave) e para Sotiris: as três últimas substituições coincidiram com o golo adversário. O Rio Ave passou a jogar com três centrais e, principalmente, com apenas dois médios (mantendo os três avançados), facto que o Gil Vicente aproveitou para encher o nosso meio-campo e sufocar-nos. Foi o único momento negativo do Rio Ave.
- Dois dos três reforços (Galcik e Nascimento) no onze. O plantel não está fechado e Sotiris disse-o na antevisão do jogo, falando em “alguns jogadores que esperamos que cheguem, para ter um grupo competitivo.” Um defesa esquerdo é óbvio e um médio polivalente e criativo dará muito jeito. Mas o mais importante é que a equipa se mantenha estável e, da Grécia, não se lembrem de abrir o ‘aeroporto’…
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