O governo nada em mar revolto, com um primeiro ministro que se vê a esbracejar com insucessos na Saúde, no Ensino, na Justiça e na Economia, para notar apenas os mais relevantes, e para não se afogar.
Muito prometeu e pouco entregou.
As sondagens dizem-nos: tem sido um mau governo. Os dois ministros que tinham melhor imagem – o da Educação e o da Administração Interna – estão debaixo de ventanias, com o aperto das oposições e de setores importantes do PSD.
Passos Coelho espreita, seguramente com satisfação, murmurando para o interior e para o exterior do seu partido que se assiste a um ‘reformismo lento’. Rui Rio chega à televisão, lembrando que o caso de Luís Neves é um ‘filet mignon’ para os cheganos. Sempre com a ideia que o Chega vai devorar o PSD que, estruturalmente, se descredibiliza, na opinião deste antigo líder.
Talvez agosto e as férias sejam suficientes para mudar as luzes da ribalta para outros assuntos, mas que a marca negativa ficou, não restem dúvidas.
As férias fazem bem a todos, até aos jornalistas, que fazem vários bolos com a mesma farinha, muitas vezes sem ovos. Pisam e repisam, até que surja um novo assunto. Procuram na espuma dos dias sangrar os alvos. É disso que se alimentam. Mas é bom ter presente que é com isso que também fazem o escrutínio necessário. Há sempre dois lados na moeda.
O papel mais difícil depois das férias vai ser do PS, que a partir de setembro vai ter de lidar com o orçamento. Já se percebeu que tem sido o adulto na sala, para não cairmos em crise política. Com o Chega é mais do mesmo, demagogia, pós-verdade e irresponsabilidade.
Que venham as férias, para que o governo descanse, e retome depois o trabalho em setembro, deixando de governar apenas para poucos, e dedicar-se às verdadeiras reformas, entregando resultados, o que ainda não fez. Terá mais um ano.
Depois disso não terá desculpas.
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A redação volta em setembro.

