A região do Minho é dotada de muitas maravilhas e, entre elas, está o caráter festeiro e festivo das suas gentes. E o município de Vila do Conde não poderia fugir à regra.

Entre maio e setembro quase todas as freguesias do concelho tem a sua festividade em honra de um santo ou santa da particular devoção dos crentes da localidade. Noutras freguesias a festa é em homenagem do seu padroeiro e toda a aldeia se esmera para  enfeitar e iluminar a capela ou igreja para sair a procissão com anjinhos e andores, enfeites com flores, foguetes a estoirar no ar e muita animação.

Estas tradições perdem-se na bruma da memória, tendo o cristianismo adotado muitas das celebrações do tempo do Império Romano. As festas da atualidade são resquícios de tempos longínquos, onde o profano e o sagrado se misturam para dar mais brio à festividade e mais alegria aos festeiros. O costume de ir à feira e à festa tinha grande importância social, eram locais privilegiados para fazer negócios, mas também para estreitar laços de amizade, comprar o enxoval, arranjar namoro, combinar o casamento e acordar o dote.

A festa marca o ritmo das estações do ano, quebra a monotonia e incute novo ânimo, que é uma espécie de reserva do corpo e do espírito para enfrentar o inverno, que mais tarde ou mais cedo irá chegar. Na sede do concelho, a festa do S. João é a mais importante com direito a feriado municipal. No dia 23 à noite, o mais apreciado são as marchas sanjoaninas protagonizadas pelos Ranchos das Rendilheiras do Monte e da Praça e, depois já madrugada dentro, o sonoro e luminoso festival pirotécnico na zona ribeirinha, é o remate perfeito de uma noite inesquecível.. No dia de S. João tem lugar a tradicional procissão em honra do santo de barba hirsuta.

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