Se outra guerra houver no mundo, com repercussões catastróficas, nelas incluindo a morte de todos os homens, a destruição do ambiente ou do próprio planeta, poderemos chamar-lhe uma III Guerra Mundial, como as já decorridas?

A verdade é que já ninguém ficará cá para chamar-lhe o que quer que seja. Já na II Guerra Mundial foram usadas armas nucleares. Foram apenas duas as bombas atómicas de cisão nuclear despejadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasáqui, mas as suas consequências foram já então devastadoras. Nada ficou de pé, as populações foram dizimadas, radiações deletérias propagaram-se no ambiente com sequelas dramáticas na saúde das populações.

Estamos em 2026. Desde então já se passaram mais de oitenta anos, e os que insistem em resolver tudo através da guerra, ignorando a ONU e quaisquer outros mediadores de conflitos internacionais, continuam a mergulhar na produção obsessiva de meios bélicos nucleares. Os arsenais vão crescendo em progressão geométrica, e ascendem já a níveis capazes de destruir o planeta – o que não impede os confrades da NATO de sorrirem felizes para as fotografias no termo de cada um dos seus conclaves, ou um qualquer deles de perorar, se o desvario para aí o inclinar, que um dia destes vai dizimar uma qualquer civilização.

O mundo está assim, mas não podemos com isto conformar-nos.

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