A edição em papel tem a entrevista na íntegra ao empresário, desportista e político vilacondense Pedro Mesquita Neves.
Já aqui colocámos três segmentos (acessos no final deste texto) sendo este o quarto e último, mais ligado à política.
Recebeu a distinção do PSD correspondente a 25 anos de militante. Foi aí, há um quarto de século, que começou o gosto pela política?
Não, foi antes. Pela mão da minha mãe e do meu tio [Francisco Mesquita] que fundou a JSD em Vila do Conde. Mas também de outras pessoas como o Amândio Couteiro, o Dr. Delfim Maia, o eng. Arlindo Maia [já falecido] e até da minha avó, que era ferrenha pelo PSD.
A sua mãe é um dos rostos do PSD há muitos anos. Contribuiu para a sua militância?
Claro, mas entro para militante a convite do Miguel Paiva, na sequência de um outro para ser mandatário da Juventude da candidatura presidencial do eng. Ferreira do Amaral, em 2001. Fui três anos vice-presidente da JSD e a nível nacional vogal da Comissão Política Nacional, que era o órgão mais importante da Juventude Social Democrata.
Fez as tarefas habituais na jota daquela altura, com colagem de cartazes e coisas semelhantes?
Com tudo. Colocar cartazes, fixar pendões, organizar festas churrascos, arranjar carros de som e andar com eles, e distribuir material de campanha. Nas campanhas do Santos Cruz fizemos muitos contatos porta-a-porta, na rua com as pessoas e em comícios. E tudo com a prata da casa. Eram tempos de grande mobilização.
Em quantas listas entrou nas autárquicas?
Fui deputado municipal entre 2001-2005 e 2005-2009 [candidaturas à câmara de Santos Cruz] e vereador, em regime de substituição, nos últimos dois anos do mandato 2009-2013 [o cabeça-de-lista foi Pedro Brás Marques].
Como é que, sucintamente, analisa a política atual em Vila do conde?
Sobre a polémica mais recente, na Junta de Vila do Conde, acho mal para a política em geral. Um político mau está a arrastar todos os bons. Em termos da gestão municipal, continua a ser feita a pensar apenas nos votos com uma aposta no ‘show-off’, em arrastar pessoas para festas e concertos. Só que, depois, não há dinheiro para quase mais nada.
É uma política camarária pouco planeada?
Há pouco falávamos na questão da natação, mas não é só isso. O ginásio está a cair, o Fluvial tem um flutuador antigo e degradação da marina é evidente.Temos uma cidade a crescer, mas não temos vias de comunicação apropriadas e o trânsito é infernal. Neste aspeto, da mobilidade, a gestão atual é um fracasso. Repare que há 25 anos o Santos Cruz [candidato do PSD à câmara] prometia mais uma ponte – chegámos a colocar um “outdoor” em Azurara a chamar a atenção para essa necessidade – e nada foi feito. Esta gestão PS só pensa no imediatismo e no mediatismo.
Mediatismo por causa das eleições seguintes?
A limitação de mandatos foi boa, mas há o outro lado da moeda: políticos que sabendo que correm o risco de ficar pouco tempo nos cargos, fazem uma campanha eleitoral permanente, de festas, não dando prioridade ao que é estrutural e verdadeiramente necessário.
Acredita que o “seu” PSD poderá chegar ao poder já nas próximas autárquicas?
Hoje em dia, fruto das redes sociais e do ritmo da informação, o que é dado como certo, amanhã já não o é. O que hoje pode parecer difícil, daqui a um mês estar próximo de acontecer. A realidade nacional também terá a sua influência e é preciso combater o descrédito das pessoas na política e o clima de “caça às bruxas” instalado, com meias-verdades ou mentiras a povoarem o espaço público. Agora, que é possível [o PSD ganhar], é, claro que sim.
Está disponível para voltar a participar na vida política ativa?
Estou. Gostaria de voltar à política, que sempre apreciei. De uma forma com bastante compromisso. Porventura no imediato ainda não, mas é algo que tenho em mente.
Esta é uma notícia que está em destaque na edição em papel do jornal Terras do Ave, como a que já encontra nas bancas (veja os assuntos aqui).
Adquirir um exemplar (1 euro) ou tornar-se assinante são formas que dispõe para ajudar esta publicação vilacondense, que não possui quaisquer apoios ou publicidade institucionais, a prosseguir a sua missão.
Nas bancas, o jornal aguarda por si nos seguintes locais:
-Auto Bem Guiados (Av. Júlio-Saúl Dias /Rua 5 de Outubro)
– Café Bompastor (Av. João Canavarro, em frente ao Hotel Brazão),
– Livraria Convívio (Av. João Canavarro, 132, entre os CTT e o Teatro Municipal)
– Tico-Tico Bazar (Centro Comercial Alameda, Av. João Canavarro, 303- loja 12).
– Kappa Café, Areia, Árvore
Não se esqueça de aceitar, no Facebook, ser nosso “amigo (a)” para ter acesso mais privilegiado (a) ao que produzimos para si.
Pode ter acesso aos restantes segmentos da entrevista aqui, aqui e aqui

Array
