1. A época começou a ser preparada no final de junho e já foram realizados dois jogos de preparação (um e meio, se tivermos em conta que o primeiro foi contra a seleção amadora do concelho). A equipa soma duas vitórias, mas mais importante é perceber que Sotiris está a usar a base da época passada, sobretudo aquela que fez a segunda volta, para construir uma equipa. Poucas equipas terão tanta estabilidade como este Rio Ave, pelo menos no início de época – depois se verá o que acontecerá na última semana de transferências.
  2. Se olharmos para o onze que venceu o Arouca (2-1) percebe-se perfeitamente que é a equipa do ano passado (Ennio Van der Gouw, Petrasso, Gustavo Mancha, Nelson Abbey, João Tomé, Ryan Guilherme, Tamás Nikitscher, Bezerra, Lobato, Blesa e Tamble), com um ‘reforço’: o jovem Rafael Lobato que, em 25-26, teve apenas possibilidade de se mostrar meia dúzia de minutos. Tudo indica que Sotiris conta com ele e que Lobato pode ser uma mais-valia, face ao que joga(va) Spikic, por exemplo. Reforço, a sério, só veio um, mais um jovem brasileiro, Samuel, dando razão ao que Marinakis sempre disse: comprou o Rio Ave para receber jovens brasileiros, fazendo aqui a adaptação e transição para outros clubes.
  3. Entrou um, mas já saíram sete. Nenhum indiscutível e, parece-me, decisões bastante acertadas, face ao rendimento na época passada. Omar Richards e Pohlmann (que em Vila do Conde queria ser tratado por Olinho) eram dois dos jogadores mais caros, que nunca fizeram a diferença. Podem ter sido craques noutros tempos, mas nos anos em que estiveram em Vila do Conde nem bons jogadores se podem considerar.
  4. De qualquer forma, se saíram sete (até agora) e entrou apenas um, isso significa duas coisas: que o plantel era demasiado extenso e que alguns reforços ainda virão: um defesa esquerdo é obrigatório, um médio centro (para o lugar de Pohlmann) é outra carência. Aliás, é no meio-campo que estão as principais debilidades da equipa – mesmo contando que Aguilera possa regressar nos próximos meses.
  5. E agora no ‘cantinho da SAD’, as últimas: de acordo com a imprensa especializada, foi contratado ao Leixões um diretor desportivo que durou duas ou três semanas e já saiu. Surreal? Por outro lado, terá sido contratado um diretor geral cujo principal (único?) atributo foi ter sido braço-direito do anterior presidente do Guimarães e de quem nada mais se sabe ou conhece. Estranho? Nota: estas informações não são oficiais, mas isso não quer dizer nada. Vítor Gomes trabalha há mais de um ano na SAD e oficialmente nunca nos disseram o que faz.

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