Durante o mercado de transferências de janeiro, saíram sete jogadores e entraram outros tantos no Rio Ave, embora nem sempre para as mesmas posições (exemplo: vieram três avançados e saíram dois). Desses sete que saíram, dois se destacam: um, André Luís, já era previsível, e outro, Clayton, acabou por ser surpresa, já que o seu nome não tinha sido referido. Acabaram os dois em Atenas, no clube do patrão Marinakis. Nada a dizer, é a vida.
Os sócios e adeptos mostraram, sim, algum descontentamento com os valores das vendas (6+5, o que daria 11 milhões, inferiores ao que o Benfica oferecia apenas por André Luís). Nos últimos dias, no entanto, surgiu uma notícia, cuja fonte só pode ser a SAD, a dar conta de que, se atingidos determinados objetivos – quais? Não se sabe –, o negócio pode chegar a 27 milhões, um valor próximo daquele que será necessário para limpar as contas negativas da SAD. Estes negócios, com tão pouca informação, deixam-me desconfiado, até porque, honestamente, não me lembro de outros casos em que o valor dos objetivos seja tão superior ao valor da transação do passe.
Por estas e por outras, o Rio Ave SAD é, nesta altura, o clube da primeira liga com pior imagem na generalidade do futebol profissional em Portugal: a) é o que tem piores instalações, b) é o que tem menos portugueses no onze; c) é o único cujo dono nunca apareceu em público; d) foi o único, nesta época, a proceder a despedimentos e rescisões, e e) é o primeiro caso de multiclube em Portugal – quando Marinakis quer aquecer o Olympiakos, deixa o Rio Ave ao frio … Vale o que vale (felizmente muito pouco) mas nas redes sociais são dezenas os que anunciam que seremos o próximo Boavista!
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