Vila do Conde aparece no rol de concelhos onde uma mulher, com 58 anos, terá burlado pessoas alegando ter poderes sobrenaturais para curar doenças e desfazer maus olhados.

Segundo o Ministério Público, Maria Alice S – como é identificada pelo Jornal de Notícias que adianta os termos da acusação – agiu com o auxílio de uma sobrinha, Libânia, com34 anos, e terá lucrado 260 mil euros a prometer feitiços a 22 vítimas.

Além do município vilacondense, o duo, que se encontra em prisão preventiva, atuou em Santo Tirso (terra onde reside), Vila Nova de Famalicão e Paredes.

O modo de atuação foi sempre semelhante.

Abordaram as potenciais vítimas nas suas residências, lojas, em cemitérios e até junto a multibancos com o pretexto de pedir esmolas, mas acabavam por garantir que as interlocutoras (ou familiares) estavam amaldiçoadas ou doentes propondo feitiçarias para acabar com as alegadas maleitas.

Para tal exigiam peças de ouro, dinheiro e até bens alimentares.

Quando sentiam que podiam ser denunciadas ameaçavam com violência que seria consumada pela família do duo.

No entanto, acabaram detidas pela GNR de Penafiel e a mais velha está agora acusada de 22 crimes de burla, sete de coação, um de extorsão, um de branqueamento e dois de tentativa de burla.

O marido e os filhos vão responder por branqueamento já que, segundo a acusação, guardavam o ouro nas suas casas e ajudavam a vendê-lo.

O JN acrescenta que a mulher em causa já foi condenada nos Tribunais de Famalicão (em 2015, a uma multa), em Esposende (2018, a dois anos e um mês de prisão), em Santo Tirso (três anos de cadeia) e está em curso um outro no Palácio da Justiça famalicense.

Array