O topo norte dos jardins da avenida Júlio Graça é tema corrente na vida cívica e política de Vila do Conde.

Alguns surpresos, outros a sentirem-se prejudicados pelo histórico, outros como eu, nada surpresos. Afinal de que se fala? Vou procurar explicar…

No atual Plano Diretor Municipal o edifício do antigo hotel está reservado para equipamento. Quem planeou o PDM, bem ou mal, defendeu manter ali uma unidade hoteleira. Foi isso que o PDM e os politicos, onde me inclui durante 8 anos até 2005, sempre transmitiram aos diversos e sucessivos proprietários. Alguns deles queriam fazer empreendimento imobiliário puro e duro. Nunca lhes foi dada abertura. Convencidos da inevitabilidade, fizeram estudos de projetos de hóteis. Um deles com o lápis de Siza Vieira. Contudo, nada se concretizou. Venderam com essa capacidade construtiva. O anterior proprietário, a Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, adaptando a ideia do PDM, estudou uma modalidade hoteleira adaptada ao seu escopo social e projetou um hotel geriátrico. Não avançou. O terreno é vendido, supondo todos com a capacidade construtiva que se mantinha para hotel. E eis que, sem que tenha existido ainda revisão do PDM, nem pronúncia da assembleia municipal, ouve-se falar na possibilidade (já como dado adquirido ao tempo da aquisição) de que veremos ali um edificio habitacional, quiçá com lojas no res-do-chão. Corre a informação que o edifício terá cércea e presença punjantes. Não conheço o projeto e seguramente será respeitada a lei quanto a afastamentos laterais e posteriores e quanto a lugares obrigatórios de estacionamento no próprio terreno.

Foi um golo de cabeça à Ronaldo, com um grande salto, ou foi só o guarda redes que deu um frango? (desculpem o futebolês)

O vento norte no topo norte e mais algumas dezenas de viaturas estacionadas nos arruamentos do Jardim Júlio Graça já sobrecarregados nas proximidades do coreto é o que nos espera.

Este é um dos artigos de opinião que estão na última edição em papel do seu jornal Terras do Ave.

Outros autores: Pedro Pereira da Silva, Gualter Sarmento, Adelina Piloto e João Paulo Meneses.

(veja a 1.ª página aqui)

 

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