A crise do sistema económico em que vivemos vai-se acentuando, a par com a crise climática. Mas desta crise já se falou muito mais do que agora – o que poderá surpreender muita gente. Isto porque os multimilionários que controlam o mundo dos negócios ficam horrorizados só de pensarem que lhes possam ser coartados os poderes de explorarem, usarem e venderem petróleo, manterem em funções empresas poluidoras, da terra, do mar e do ar, procederem à exploração dos solos agrícolas de forma devastadora, ou destruindo as florestas.

A redução da taxa média de lucro dos empresários compele-os a esmagar os salários e suprimir ou reduzir os direitos de quem trabalha, ao mesmo tempo que se acentua a fusão de empresas.

O capitalismo luta pela sobrevivência, furta-se a contribuir com impostos sobre os seus rendimentos e com outros encargos para financiar as instituições de apoio social, no âmbito do ensino, da saúde, da habitação.

O Estado Social vive em cada vez maior subfinanciamento.

A comunicação social fala cada vez menos da crise climática.

O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, é quem mais se empenha na defesa de políticas de defesa do ambiente, mas não é, de modo nenhum, o que mais é referido pelos meios de informação. Nesses meios preponderam, como é óbvio, os detentores de grandes fortunas.

Em todo o caso, a generalidade dos explorados não pode suportar o esmagamento da sua subsistência até à exaustão. E então terá mesmo que ultrapassar-se o sistema económico predador em que vivemos.

Este artigo integra a última edição em papel do seu jornal Terras do Ave (veja os assuntos da 1.ª página aqui).

Outros autores: João Paulo Meneses, Miguel Torres, Elizabeth Real de Oliveira, Rafael Terroso, João Paulo Meneses e Carlos Real.

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