Um “clube noturno” situado em Vila do Conde terá servido, entre 2015 e julho de 2019, como epicentro de negócios ilegais que, segundo o que revela a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP), levaram o Ministério Público a deduzir uma acusação contra sete arguidos (seis pessoas singulares e uma sociedade) pela prática de crimes de “auxilio à imigração ilegal e de angariação de mão-de-obra ilegal”, “lenocínio” “branqueamento de capitais”.
A informação da PGDP, com data de ontem, explica que o Ministério Público (MP) na Procuradoria da República da Comarca do Porto (Secção de Vila do Conde) “considerou fortemente indiciado” que dois dos arguidos “dedicaram-se à angariação de mulheres para prostituição e alterne, em espaço explorado por aqueles, a troco de uma percentagem do valor pecuniário cobrado aos clientes”.
As mulheres em causa, na versão do MP, eram contatadas diretamente pelos arguidos ou pelo recurso destes a uma “rede de contactos que detinham, onde se incluíam os outros dois arguidos acusados de lenocínio”.
Duas das mulheres “aceitaram colaborar com os arguidos – exploradores do Clube- constituindo uma sociedade e permitindo a abertura de conta bancária para que fossem movimentados muitos dos pagamentos realizados no interior do estabelecimento” e estão também constituídas arguidas pela prática do crime de branqueamento de capitais (como todos os envolvidos, aliás).
Na residência de um dos arguidos, considerado pela acusação como o “principal gestor do negócio”, foram apreendidos mais de 570 mil euros (573 mil e 80 euros).
Este é um assunto que será desenvolvido na próxima edição em papel do seu jornal Terras do Ave.
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