Na edição em papel do jornal Terras do Ave, que está nas bancas, encontra uma grande entrevista ao provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde.
Neste último trecho que publicamos aqui encontra aspetos mais pessoais de Rui Maia.
A Santa Casa presta apoios, com serviços, a todas as etapas da vida, desde a criança a idosos, passando pelas pessoas com deficiência, sem abrigo e mesmo doentes. De todas estas qual é aquela que nutre maior carinho?
Onde há alguém que precisa de alguma coisa, a instituição deve estar. Foi por esse principal motivo que a Misericórdia também enveredou pela habitação, que é um drama para muitas famílias que se traduz na qualidade de vida, paz, saúde… Eu gosto deles todos [serviços] mesmo que não sejam sustentáveis financeiramente. Todos têm grandes qualidades que nos fazem apaixonar por eles.
Vi-o comovido quando foi a inauguração da rua com o nome do seu pai e na homenagem prestada pelo Secretariado Regional do Porto da União das Misericórdias. Para os mais novos que possam ler esta entrevista, quer sintetizar quem foi o eng. Arlindo Maia e que qualidades tinha?
Foi uma pessoa importantíssima para toda a gente que precisava de apoio em Vila do Conde. Nunca virou costas a ninguém e criou respostas em todas as áreas para ajudar a minorar os problemas das pessoas. Conseguiu mudar o futuro de muita gente que, por si só, não o conseguia fazer. E esse foi o grande mérito do engenheiro Arlindo Maia e a Misericórdia de Vila de Conde estará eternamente grata. Foi provavelmente, durante estes 500 e tal anos, o maior provedor da Santa de Vila do Conde. A sua principal qualidade foi esse olhar para o próximo. Não olhes a quem, vai para onde é preciso. Onde havia miséria ou havia pessoas que precisavam, ele ficava lá. E foi a esta dimensão que quisemos homenagear e agradecer naquela rua com o nome dele, no centro habitacional. Foi ele que doou aquele terreno para fazer habitação social há 30 anos, ainda conseguiu estar no lançamento da 1.ª pedra, ver os primeiros apartamentos a serem feitos, mas não conseguiu, infelizmente, assistir à inauguração.
Algo que é comum quando alguém está nestes cargos é ser apontado à política. Sente-se vocacionado para isso?
Jamais em caso algum. A política não me entusiasma minimamente. E não me entusiasma porque eu não me identifico com a maneira como a política é exercida atualmente. Se há coisa que eu não gosto é a da exposição pública. E os políticos têm de ter. E depois os políticos chegam a uma fase da vida em que já não conseguem escolher o trilho, vão para onde têm que ir. E não me identifico com isso. No entanto, reconheço o esforço de muitos políticos na sua atividade.
Para finalizamos e desanuviar, continua a ser um fervoroso adepto do Sporting?
já fui muito mais, por razões também deste âmbito. Não tenho tanto tempo para as coisas como tinha, mas continuo a sofrer com o Sporting. É o clube do coração, da minha casa.
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