- Depois de 20 jogos sem perder em Vila do Conde, o Rio Ave foi derrotado pelo Sporting por 3-0. É evidente que o resultado espelha a diferença de qualidade das duas equipas, mas há duas coisas importantes: a primeira é que Miszta, o nosso guarda-redes, foi o melhor em campo com 4 ou 5 defesas ‘de golo’ e a segunda é que poucos se importariam de perder 3-0 com o Sporting se o Rio Ave tem mostrado alguma vida. Mas não, foi um jogo para esquecer, com uma primeira parte que até mereceu críticas inequívocas de Petit (“houve muita intranquilidade, pouca agressividade e intensidade. Estivemos muito receosos a pressionar o portador da bola,” disse). Na verdade, o Rio Ave não teve uma oportunidade de golo, o guarda-redes adversário não fez uma defesa e isso é manifestamente pouco para o que se esperava desta equipa. Aliás, na semana anterior, na vitória por 3-1 frente ao Casa Pia, para a Taça de Portugal, houve mais uma vez sorte e é com a ajuda dos santinhos que vamos conquistando pontos. O problema é que os santinhos também atendem outros fregueses e, por isso, nem sempre corre bem…
- Freire fez 11 jogos pelo Rio Ave, Petit completou 10. Ao nível da pontuação não há comparação, embora eu não acredite, como disse um dos adjuntos do atual treinador, que os objetivos desportivos serão atingidos muito antes do fim do campeonato. Cá estaremos para ver se voltaremos a sofrer. Voltando a Petit, já se sabe que as suas equipas não se destacam pela qualidade do futebol praticado, mas, caramba, temos direito a um pouco mais!
- Frente ao Sporting, com Clayton a cumprir castigo, e Hassan despachado, o Rio Ave apresentou-se sem avançado (jogou Zoabi, “um menino muito jovem que está a aprender e a dar os primeiros passos”, mais uma vez Petit no final do jogo). Com Clayton talvez tivesse sido diferente, mas algo se passou, extra-desportivamente, para aceitar a saída de Hassan quando fazia falta. A questão é que, como se tem visto nas últimas semanas, o plantel continua em reorganização. Têm saído jogadores e entrado outros. Recordo que no início do campeonato entraram 20, agora mais 4 ou 5 se juntarão: um ponta de lança de qualidade terá de vir, mesmo que Clayton não saia. E lá voltaremos a ter a desculpa de que a equipa tem de se adaptar, que é preciso tempo, etc. Ainda assim, parece fazer todo o sentido corrigir o erro cometido em agosto (o excesso de jogadores), sendo que estão a sair sobretudo aqueles que vinham do tempo de Freire – vão ficar os capitães e pouco mais.
- Mais um capítulo do folhetim ‘Marinakis e a SAD do Rio Ave’, desta vez relevante: 410 dias depois da Assembleia Geral que deu o sim ao negócio e quase 200 dias depois dos estatutos da ‘compra’ terem sido publicados, o empresário grego veio, em segredo, a Vila do Conde e visitou as instalações e conversou com as pessoas. Como saberão os leitores mais fieis deste espaço, nunca fez sentido para mim que alguém tenha comprado uma empresa sem a ter visitado antes ou, pelo menos, logo a seguir. Finalmente! Que essa visita sirva para resolver o que anda a arrastar-se e para trazer uma nova dinâmica à gestão que basicamente serve para assinar despesas e contratos.
Esta crónica integra a última edição em papel. Outras opiniões na edição: Abel Maia, Adelina Piloto, Gualter Sarmento, Pedro Pereira da Silva e Carolina Vilano.
veja 1.ª página aqui
Array
