Com a retirada da “confiança” à presidente da Assembleia Municipal de Vila do Conde (recorde aqui) pelo grupo Parlamentar do PS (o partido pelo qual foi eleita) a manutenção de Ana Luísa Beirão no cargo será uma questão de tempo.

O artigo 19 do Regimento do órgão deliberativo refere que a “mesa da Assembleia ou qualquer um dos seus membros poderão, a todo o momento, ser destituídos por deliberação da maioria dos deputados em efetividade de funções e por escrutínio secreto, sendo imediatamente eleita uma mesa” que ficará em funções até à “conclusão de novo processo de eleição no prazo máximo de 15 dias”.

Ora, ainda que os votos de destituição sejam secretos, com a tomada de posição do PS e as críticas dos restantes partidos da oposição após a polémica com a frase sussurrada numa sessão (recorde aqui), a mudança da presidência parece uma inevitabilidade.

Em tese, Ana Luísa Beirão regressará à sua condição de deputada (teoricamente à bancada do PS) a não ser que suspenda o mandato ou renuncie ao mesmo.

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