Duas forças partidárias manifestaram, em comunicados enviados ao Terras do Ave, o seu desagrado pelo facto do Distrito do Porto ter ficado de fora do projeto de Lei apresentado pelo PS e aprovado ainda pelo Chega, Bloco de Esquerda, PCP, Livre e PAN, que preconiza a abolição de portagens nalgumas antigas vias SCUT (Sem Custo para o Utilizador). PSD e CDS votaram contra e a Iniciativa Liberal absteve-se.
A Comissão Política Distrital do PSD do Porto e as suas 18 concelhias subscrevem um protesto conjunto onde qualificam de “forma despudorada” a iniciativa socialista que não abrange as auto-estradas A41 (também conhecida por CREP – Circular Regional Exterior do Porto vai de Matosinhos a Espinho contornando a cidade invicta), A42 (Douro Litoral, de Alfena até Felgueiras) A29 (de Vila Nova de Gaia a Albergaria) e diversos pórticos na A4 (Matosinhos – Bragança) e na A28 (Matosinhos – Valença, passando por Vila do Conde).
Neste último caso, os pórticos de Modivas (Vila do Conde) e Estela (Póvoa de Varzim)também continuarão a cobrar.
Os sociais-democratas criticam também o “silêncio comprometido, cúmplice e submisso de diversos presidentes de Câmaras Municipais socialistas do distrito do Porto, ignorando a proposta apresentada, defendida e aprovada pelo seu partido – o PS –, e que não sejam capazes de levantar a sua voz em defesa da população que neles confiou”.
Recorde-se que o edil de Vila do Conde, Vítor Costa foi um dos eleitos pelo Partido Socialista.
Com a manutenção de portagens, “fica demonstrado que o distrito e seus empresários não são uma preocupação para o PS e Chega” dizem as concelhias e a distrital do PSD que prometem “requerer uma reunião com caráter de urgência ao grupo parlamentar do PSD e ao Ministério da tutela, que embora não sejam os responsáveis por esta discriminação, devem ser sensibilizados para esta situação que muito nos indigna”, lê-se no documento.
O PCP da Póvoa de Varzim também critica a exceção para o distrito do Porto e promete que o partido “não deixará de prosseguir a intervenção e luta para cumprir este objectivo, certo de que a luta das populações contra esta injustiça será determinante”, lê-se no comunicado da poveira da Comissão Concelhia do Partido Comunista Português.
A matéria em causa será desenvolvida na próxima edição em papel do seu jornal Terras do Ave.
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