A presidente da Assembleia Municipal de Vila do Conde já reagiu à polémica sobre a declaração que proferiu no final da intervenção de um deputado do Chega (recorde aqui).
Em comunicado enviado ao jornal Terras do Ave, Ana Luísa Beirão alega que “a frase em questão, por mim proferida, e totalmente assumida, não foi dirigida a nenhum dos Deputados presentes”, mas foi expressa “a título de desabafo” e “está relacionada exclusivamente com várias mensagens pessoais que estava a receber no meu telemóvel durante a referida sessão”.
Este é um detalhe que Ana Luís Beirão considera “crucial” e sublinha: “em momento algum mencionei nomes de qualquer Deputado, tão pouco direcionei a minha fala ao Sr. Deputado Sérgio Henrique Gomes Ferreira do Partido Chega” e este “não fez qualquer comentário que pudesse ser interpretado como ofensivo ou desrespeitoso para comigo”. Logo, “qualquer interpretação contrária a este propósito é, sem dúvida, um equívoco”.
Perante isso, Ana Luísa Beirão deixa claro que não se demite.
“Reitero, portanto, o meu respeito por todos os presentes e assim continuarei a servir Vila do Conde e todos os vilacondenses que me elegeram democraticamente para o cargo que exerço por direito até ao final do meu mandato”, explica.
Entretanto, já há mais reações de forças partidárias.
“O Abril de 74 não serve apenas para colocar cravos ao peito. Passados 50 anos, em abril de 2024, exige-se de todos, dignidade, frontalidade e assunção de responsabilidades”, refere o Movimento Elisa Ferraz / Nós Avançamos Unidos.
Já o PSD considerou que o “lamentável incidente protagonizado” por Ana Luísa Beirão “configura uma atitude inaceitável no âmbito do exercício do mandato da Presidente da Mesa da Assembleia Municipal”.
A estrutura dos sociais-democratas “exige” que Vitor Costa “Presidente do Partido Socialista e, também, Presidente da Câmara tome posição pública sobre o ocorrido “para dignificar as instituições, os agentes políticos e os cidadãos Vila do Conde, que merecem respeito e transparência por parte de seus representantes”.
Refira-se que este é um assunto que integra a reportagem sobre a assembleia que já encontra na edição em papel do seu jornal Terras do Ave.
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