No passado dia 23 de março decorreu uma aula gratuita de yoga nos jardins do Centro de Memória, pela Associação Áshrama de Vila do Conde. A iniciativa foi coordenada por Ana Martins, diretora deste centro de yoga situado no centro da cidade, que declarou que o principal objetivo desta prática é “ajudar o ser humano” a se manter “no seu estado natural, saudável e feliz”.

E foram dezenas as pessoas que, naquela manhã soalheira, se juntaram no amplo relvado para participar na sessão que saudou a chegada da primavera, comprovando assim que “há muita gente” em Vila do Conde interessada por essa filosofia de vida, como estima Ana Martins. E gente de praticamente de todas as idades. No Áshrama local, por exemplo, as crianças a partir dos três anos já podem praticar yoga e a partir daí “não há limites”, adiantou a coordenadora, acrescentando que tem “alunos com 80 anos e que começaram a praticar com 60 ou 70 anos”. E hoje “estão mais jovens do que nunca”, garante.

Para além das aulas abertas à população e no centro de yoga, a associação faz parte da iniciativa “Yoga Exame Sem Stress” da Conferência Portuguesa do Yoga, destinada a alunos do ensino secundário e superior; também dá aulas no “Desporto Sénior”, promovido pela Câmara Municipal; e promove ainda aulas nas escolas inseridas no programa de Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) da Câmara Municipal do Porto.

Tanta intervenção social serve para cumprir um dos objetivos da associação: “ajudar as pessoas a serem felizes naturalmente, a manterem-se saudáveis (…) e com o seu bem-estar, contagiar os outros”. Ana Martins afirmou também que o yoga “torna-nos pessoas mais autoexigentes, mas também mais autorresponsáveis, mais fraternas, mais pacíficas, e ecologicamente mais conscientes”. E deu uma boa notícia; no verão, numa data ainda a anunciar, haverá mais uma aula de yoga aberta à população.

O Áshrama de Vila do Conde é “uma associação filosófica e cultural, sem fins lucrativos” e encontra-se filiada na ARYON – Associação Regional do Yoga Galaico Douriense e Grande Porto. É também um local “cem por cento dedicado ao yoga tradicional da Índia”, que foi reconhecido como Património da Humanidade em 2016, pela UNESCO, e existe há cerca de 12 mil anos. Todos os professores possuem formação em yoga tradicional da Índia, certificada pela DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho), finalizou.

Array