Os consumidores do município de Vila do Conde viram agravado em 4,5 por cento o preço da água desde o início do ano, nos dois escalões iniciais que são assim divididos para efeitos de contagem: o primeiro agrega consumos entre zero e cinco metros cúbicos e o segundo vai de seis a 15 m3.
Num apuramento dos tarifários feito pelo Jornal de Notícias, verifica-se que os acréscimos no ano novo sucederam em mais 12 concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP), mas no território vilacondense, onde a Indaqua detém a concessão, a dimensão da subida só ficou atrás da ocorrida em Vila Nova de Gaia (agravamento de 20 por cento no segundo escalão, mas o 1.º escalão não teve alterações), também da verificada em Oliveira de Azeméis (aplicou 6,2 por cento no segundo e somente 3,9 no primeiro) e em Espinho (5 por cento em ambos).
Neste contexto, se tivermos em conta apenas o preço para quem gasta menos (até 5 m3), o esforço exigido aos vilacondenses só é suplantado por aquele que foi imposto em janeiro aos espinhenses e é igual aos consumidores de Santa Maria da Feira (também 4,5 por cento). Estes últimos têm, no entanto, um encarecimento do segundo escalão menos pesado (3,9 por cento). Na Póvoa de Varzim, o acréscimo foi de 3,2 por cento (nos dois patamares iniciais de consumo), na Maia 3,5 por cento (idem) e na Trofa e Santo Tirso (também da Indaqua) o preço aumentou 4,3 por cento no primeiro escalão e 3,6 no segundo.
Em Matosinhos (Indaqua) e no Porto a cobrança agravou-se em 4,3 por cento (dois escalões) e em S. João da Madeira (3,3 por cento) e Valongo (2,5) o preço trepou de forma mais suave e una. E em Paredes, Gondomar, Vale de Cambra e Arouca nem sequer houve aumentos.
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