As projeções dos efeitos das alterações climáticas, se continuar o mesmo ritmo de aquecimento global, em Vila do Conde são preocupantes. O concelho terá o “prolongamento do clima de verão para o outono”, a “diminuição de precipitação anual” e a redução “geral da velocidade do vento”.
Essas três consequências constam, entre outras, do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC) disponibilizado pela autarquia (pode ser consultado no seu “site”) e que foi elaborado por técnicos camarários e da Agência de Energia do Porto (AdEPorto) com apoio de consultores da RdA Climate Solutions. Seguindo diversos modelos internacionalmente reconhecidos e dados registados desde 1970, os planeadores conseguiram criar um cenário da variação do tempo até 2100 a nível local e apontar as correspondentes implicações.
Assim, é esperado até ao final do século um aumento da temperatura máxima anual entre 1,5 e 4,1 graus centígrados, o que deverá originar “maior frequência de dias de verão, muito quentes, e de calor extremo, e de noites tropicais” , o “prolongamento de eventos extremos de calor para o outono”, ainda a “diminuição de dias com geada (residuais em 2100)”, o “aumento da frequência de ondas de calor, da sua duração e intensidade”, finalmente, a “menor frequência de ondas de frio [que serão] inexistentes no final do século”.
A projeção sobre a pluviosidade média também não augura nada de bom. Haverá um “aumento da precipitação até 2040, seguido de diminuição de precipitação até ao final do século, com exceção do inverno” e depois, “até 2100, [ocorrerá uma] diminuição entre quatro por cento e 20 por cento da precipitação anual”. A redução da chuva pode inclusive “ser superior a 50% no verão e a 31% no outono” e haverá um “alongamento de períodos de seca”. A tendência será igualmente para suceder a diminuição geral do vento, com exceção do verão.
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