
Opinião de Elizabeth Real de Oliveira
Num mundo desperto para as implicações ambientais e sociais, a metamorfose de cidades em modelos de sustentabilidade é uma necessidade premente. Vila do Conde, não sendo exceção, enfrenta o desafio de criar uma estratégia robusta para o seu desenvolvimento sustentável. Essa tarefa exige uma abordagem colaborativa e multifacetada, transcendentemente distante de ciclos eleitorais de quatro em quatro anos.
O desenvolvimento económico sustentável desponta como pilar fundamental. A promoção de novas startups e o fomento da inovação são instrumentos-chave para impulsionar a criação de empregos e atrair investimentos. Adicionalmente a aposta no tecido empresarial local, não apenas fortalece a base económica, mas também reforça a resiliência da cidade perante desafios futuros. Investir de forma substancial na educação é outra pedra angular. Instituições de ensino e programas educacionais de qualidade geram uma mão-de-obra qualificada e preparada para enfrentar os complexos desafios do mercado de trabalho contemporâneo. Este investimento não é apenas em indivíduos, mas na prosperidade coletiva de Vila do Conde.
Assim, a criação duma marca territorial surge como uma alavanca estratégica. Ao construir uma identidade forte e atrativa, Vila do Conde pode conquistar confiança e credibilidade. É essencial criar condições para que as empresas, trabalhadores e demais stakeholders se apaixonem pela cidade e queiram viver, trabalhar ou investir nela. Mas para isso, é preciso ter uma abordagem da cidade de uma forma mais racional, destacando-se a necessidade de adotar estratégias economicamente racionais eliminando os custos incomportáveis de abordagens anteriores e subsequente endividamento. Pensar a cidade como um produto para o qual é ambicionado o sucesso e competitividade é a forma mais correta de, num mundo cada vez mais competitivo e global, criar e gerir cidades vencedoras e sustentáveis.
Publicado no jornal a 24 de janeiro. Outras opiniões: R. Cunha Reis, Eliana Miranda de Sousa, João Paulo Meneses, Miguel Torres e Pedro Pereira da Silva. Na atual edição em papel: Abel Maia, João Paulo Meneses, Gualter Sarmento, Adelina Piloto e Sara Padre.
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