No passado dia 10 de janeiro, a Leicar- Associação de Produtores de Leite e Carne do Baixo Minho e a “Leite do Campo” (ver entrevista ao seu presidente aqui) organizaram um “Almoço de Reis” com a presença de dezenas de associados e cooperadores, colaboradores, empresários, autarcas e representantes de instituições. Entre eles figurou o vicepresidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Beraldino Pinto que, numa breve entrevista ao nosso jornal, falou da importância do setor primário para o desenvolvimento do país, entre outros assuntos.

 

O ano está a começar, quais são os principais desafios para a CCDRN?

Beraldino Pinto (BP) – O grande desafio é concretizar a fase de constituição como instituto e de integração de novas competências, novos serviços, com a grande espectativa de que seja um momento de viragem neste processo, de reforço das competências regionais e de um caminho cada vez mais próximo de uma regionalização, que traga uma dinâmica de mais prosperidade que se reflita social e economicamente no nosso território.

A sua presença neste evento é um sinal de confiança no setor agrícola e leiteiro em particular?

BP – É, antes de tudo, estar com as organizações de produtores e com os outros serviços que trabalham na área da agricultura, da pecuária… são pontos de encontro. A confiança existe e vamo-la construindo sempre, pois é importante estarmos próximos para nos entreajudarmos a alcançar os nossos objetivos.

O setor primário tem à sua disposição instrumentos financeiros, por exemplo de fundos comunitários, para novos investimentos?

BP – Sim, o setor primário tem disponíveis fundos. O PEPAC [Plano Estratégico da Política Agrícola Comum] está aí e a questão que se coloca é se a disponibilização e a forma de o fazer é a mais adequada para ter impacto positivo dentro dos diversos setores. Eu diria que os recursos financeiros estão assegurados, há que melhorar a forma de chegar aos produtores, de chegar a ter impacto nas diversas fileiras de produção agroalimentar, agroindústria.

Como é que a CCDRN olha para o território vilacondense? Tem potencial de crescimento?

BP – Sim, Vila do Conde tem um potencial muito grande que está a aproveitar e que se pode melhorar. Esse aproveitamento tem de ser adequado à nova realidade: cada vez menos pegada ecológica, cada vez mais rendimento para todos os intervenientes na fileira e cada vez menos impactos. E, neste caso da pecuária, continuando a melhorar o bem-estar animal.

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