
Opinião de Adelina Piloto
No 15.º aniversário do falecimento de Monteiro dos Santos, ocorrido a 24 de novembro de 2008, prestamos homenagem ao inflamado bairrista, defensor acérrimo da sua terra natal – Vila do Conde – das suas gentes, dos seus costumes, do seu património e da sua história. Monteiro dos Santos era um apaixonado pela cultura em geral e tinha um talento nato para a escrita, particularmente para a história e poesia, tendo editado dois livros a suas expensas e deixou alguns poemas dispersos pela imprensa local.
Outros poemas permanecem inéditos, no segredo dos deuses até hoje, inclusive sobre o Natal, que adiante irei transcrever. A época natalícia é propicia a reencontros, ao reforço dos vínculos afetivos, a recordações nostálgicas dos que já partiram e permanecem injustamente no olvido dos meios culturais e dos órgãos políticos, como é o caso de Monteiro dos Santos. As entidades políticas que elegemos ao nível autárquico, têm também por missão promover o conhecimento e mesmo o reconhecimento daqueles que, com o seu talento e por mérito próprio contribuíram e contribuem para o engrandecimento da localidade e da sociedade nas mais diversas áreas. Eis uma poesia inédita de Monteiro dos Santos sobre a quadra natalícia: Uma Andorinha no Natal! “Uma andorinha bela/ veio de longe a voar/ pousou na minha janela/ Ai! nem queria acreditar/ na minha prenda de Natal. Pé ante pé abri a janela/ para ela se agasalhar/ mas aquela bela andorinha/ de camisa branca e casaca pretinha/ não quis entrar…
Desfilou no seu gracioso voar/ parecia uma bailarina radical/ ou uma rainha/ das correntes de ar. E no céu meio anilado/ pintou um presépio/ o menino Jesus nas nuvens deitado/ e eu a seu lado, ajoelhado. E riscando o azul celestial/ a minha linda andorinha/ bateu as asas sem parança / foi levar o Natal abençoado/ a uma outra criança”.
A terminar, votos de um NATAL ABENÇOADO e um NOVO ANO FELIZ.
Publicado no jornal a 13 de dezembro. Outras opiniões: Gualter Sarmento, João Paulo Meneses, Abel Maia e Sara Padre. Na atual edição em papel: R. Cunha Reis, Miguel Torres, João Paulo Meneses, Eliana Miranda de Sousa e Carlos Real
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