Opinião de R. Cunha Reis

 

Ao que parece, os judeus em Portugal são já mais de 100 mil. Há quem os considere a segunda maior comunidade imigrante no país. Imigrante? Se são ou se presumem descendentes dos judeus há séculos expulsos do país, não hesitarão em arrogar-se portugueses de gema.

O governo parece querer facilitar-lhes o “regresso”, até porque são gente de muito dinheiro. Digamos que são 100 mil, mas que valem e podem, para já, cinco vezes mais. Um seu representante no Porto dizia há dias, que hão de vir muitos mais, porque Portugal é um país excecional para se viver.

Em Israel as coisas começaram pior, abrindo depois o povo eleito caminho a tiro para alargar sucessivamente as suas fronteiras, varrendo os povos circundantes, e apoios internacionais não lhes faltaram nem faltam. Com o poder económico-financeiro que têm, não lhes será difícil apropriarem-se das nossas grandes empresas, das casas de habitação e terras férteis, e ganharem ascendente, ou total domínio sobre o próprio Estado. Sobrar-nos-á então ao menos uma faixa de Gaia e uma exígua Cisjordânia onde nos possamos acotovelar razoavelmente, pelo menos por algum tempo?

 

Publicado no jornal a 1 de novembro. Outras opiniões: Miguel Torres, Eliana Miranda de Sousa e Carlos Real e João Paulo Meneses. Na atual edição em papel: Abel Maia, Gualter Sarmento, João Paulo Meneses, Fátima Augusto e Adelina Piloto.

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