Opinião de Adelina Piloto

 

Neste ano de 2023, duas importantes efemérides marcam a vida de Mário Almeida: o 40.º aniversário da 1.ª tomada de posse como Presidente democraticamente eleito da CMVC e o 80.º aniversário de nascimento. Estes estes dois factos justificariam uma homenagem digna, justa e consensual, mas Mário Almeida por razões pessoais declinou-a, o que na minha modesta opinião traduz a sua grandeza de alma e o desapego dos populismos e do culto de personalidade, tanto em voga nos nossos dias. O mais importante para mim e creio que para todos os vila-condenses, particularmente para Mário de Almeida, é a obra de enormes dimensões que teve a coragem de edificar ao longo dos 32 anos consecutivos como líder carismático do município de Vila do Conde.

Após o 25 de Abril de 1974, o concelho de Vila do Conde vivenciou o maior desenvolvimento da sua história, deram-se avanços decisivos nas vias de comunicação, na expansão urbanística, nas infraestruturas básicas, na requalificação do património, na revitalização das atividades económicas, na educação, na habitação social, no ambiente, nos apoios às Juntas de Freguesia, às famílias, instituições e associações e, o principal protagonista de todo esse progresso, é Mário Almeida.

Vila do Conde e os vilacondenses foram a verdadeira razão do seu projeto de vida, em 2011 afirmou, “ao longo dos anos de atividade autárquica sempre coloquei as pessoas em primeiro lugar e o antidoto para a crise passa pelo trabalho, iniciativa e inovação e não por deixar alguém para trás”.

A dimensão humana de Mário Almeida de honrar os compromissos para com a comunidade que sucessivamente o elegeu, fez com que “escrevesse” as páginas mais grandiosas da História Democrática de Vila do Conde.

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