As buscas por duas pessoas com 63 anos que, alegadamente, desapareceram no passado sábado, no mar de Vila do Conde, foram retomadas esta segunda-feira depois de ontem as buscas terem sido interrompidas às 20 horas com o cair da noite.

O caso ainda está envolvo em algum mistério e começou quando o corpo de uma mulher  foi resgatada do mar por pescadores, na sexta-feira, junto ao molhe norte do porto da Póvoa. A afogada foi transportada para terra onde a equipa da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do Hospital de Vila Nova de Famalicão verificou o óbito antes de ser feito o transporte para o Instituto de Medicina Legal numa “viatura de transporte de cadáveres” que há poucos dias iniciou o serviço na Delegação de Vila do Conde da Cruz Vermelha Portuguesa “alargando o leque de valências ao dispor da população” informa, a propósito, a instituição vilacondense.

Todavia, só na tarde seguinte é que um familiar da afogada disse às autoridades que ela estaria acompanhada de um casal de cunhados, também de Guimarães embora emigrantes.  E, de facto, o carro dos sexagenários foi encontrado no porto de pesca poveiro levando as autoridades a crer que o número de afogados fosse (seja) maior. A comandante da capitania, Mónica Martins, gizou um plano de resgate maior envolvendo nas buscas vários meios das duas cidades desde a Polícia Marítima, passando por patrulhas dos Bombeiros, PSP e GNR. Um helicóptero da Força Área Portuguesa também participou nas operações no sábado e no domingo, sobretudo na zona de Vila do Conde já que as correntes puxam de norte para sul.

A militar pediu também a colaboração e vigilância da Associação de Pescadores da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, a associação de nadadores-salvadores “Os golfinhos” e concessionários das praias. Esta 2.ª feira, foi alargado mais um pouco o perímetro das buscas.

A Autoridade Marítima Nacional referiu ainda que as causas do desaparecimento ainda são desconhecidas.

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