O presidente da Câmara anunciou na manhã de hoje, em conferência de imprensa, que a auditoria externa efetuada ao estado das contas da autarquia, quando tomou posse, confirmou a existência de um “’buraco financeiro’ que ultrapassa os 12 milhões de euros’ dos quais 8,4 milhões resultaram de “sobre orçamentação” (candidaturas que não existiram, sem comparticipação ou com apoios inferiores) e 2,1 milhões de “estornos não registados” (quando o dinheiro não surgiu, devia ter sido removido do orçamento).
Vítor Costa disse que as consequências “são políticas”, não havendo matéria criminal nem esse foi o intuito do estudo – “não foi uma auditoria forense”, especificou -, mas naquele momento “hipotecou o futuro de Vila do Conde”.
A prática contabilística utilizada pelo executivo de Elisa Ferraz era comum “na década de oitenta e noventa” e, neste caso, diz o autarca, foi utilizada para evitar o acesso à banca em nome de uma imagem de “contas certas”.
“Estavam orçamentados 12 milhões, mas não tinham existência real”, os pagamentos iam sendo adiados para exercícios posteriores, mas “chega a uma altura que tem de se pagar”, sublinhou Vítor Costa.
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